Alta com muitos medicamentos: uma receita que pode comprometer a recuperação

A polifarmácia é um obstáculo recorrente na busca pela independência de pacientes idosos. Um novo estudo sugere que idosos que recebem alta hospitalar com prescrição de seis ou mais medicamentos apresentam menor probabilidade de recuperar a independência funcional durante a reabilitação. O trabalho, realizado por pesquisadores da Universidade Musashino, em Tóquio, acompanhou 1.903 adultos com 65 anos ou mais em um hospital de reabilitação no Japão. Os pacientes eram tratados por doenças cerebrovasculares (como acidentes vasculares cerebrais), distúrbios motores (Doença de Parkinson) ou síndrome de desuso – a deterioração física causada pela imobilidade prolongada, também conhecida como “use-o ou perca-o”: quando o corpo não é estimulado, começa a se deteriorar. O quadro se caracteriza por perda de massa e força muscular, redução da mobilidade articular, diminuição da resistência cardiovascular e problemas de coordenação e equilíbrio. No momento da alta, cerca de 62% dos pacientes estavam tomando seis ou mais medicamentos. Os pesquisadores descobriram que aqueles com condições relacionadas ao AVC ou síndrome de desuso que utilizavam múltiplos remédios obtiveram pontuações menores em medidas de independência funcional. Em termos práticos, retomar as tarefas cotidianas tornou-se mais difícil. No entanto, os com distúrbios motores não apresentaram tal associação. Os achados reforçam a importância da revisão da medicação e da desprescrição (retirada orientada de fármacos desnecessários) para otimizar os resultados da reabilitação. A polifarmácia, definida como o uso simultâneo de vários medicamentos, traz riscos significativos para pacientes idosos. Com o envelhecimento da população e o aumento da multimorbidade – a presença de várias doenças ao mesmo tempo – a prática está associada a eventos adversos e ao declínio cognitivo. Se você, um familiar ou um ente querido teve alta nessas condições, verifique:

Participe da Avaliação Nacional da Cultura de Segurança do Paciente 2025!

Entre os dias 1º de agosto e 31 de dezembro de 2025, todos os serviços hospitalares do país estão convidados a participar da Avaliação Nacional da Cultura de Segurança do Paciente. A iniciativa será realizada por meio do E-Questionário de Cultura de Segurança, uma ferramenta eletrônica desenvolvida pelo Grupo de Pesquisa QualiSaúde e pelo Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS/UFRN). Acesse o questionário: https://csp.qualisaude.telessaude.ufrn.br/ Esta é uma ação estratégica de grande relevância nacional e tem como objetivo identificar pontos fortes e oportunidades de melhoria nos ambientes hospitalares, fortalecendo a cultura da segurança do paciente em todo o Brasil. Contamos com a participação ativa de gestores, lideranças e profissionais de saúde, e reforçamos o convite para que cada instituição mobilize suas equipes e contribua para o avanço da qualidade e segurança no cuidado! Divulgue! Participe! Engaje sua equipe nessa construção coletiva!

IA, 5G e decisões em segundos: veja como será o 1º hospital inteligente do SUS no Hospital das Clínicas da USP

Modelo segue tendência que já funciona na China e deve dobrar a capacidade de urgências do complexo; idealizadora explica como a tecnologia muda o cuidado. O Ministério da Saúde deu, na sexta-feira (14), o passo final para a criação do primeiro hospital inteligente do Sistema Único de Saúde (SUS). O acordo firmado com o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP) e com o governo de São Paulo autoriza a instalação do Instituto Tecnológico de Emergência —um novo prédio dentro do complexo, que será erguido do zero e equipado com sistemas digitais, inteligência artificial e rede 5G para integrar ambulâncias e equipes de emergência em tempo real. As obras devem começar em 2026, com previsão de abertura entre 2028 e 2029. O investimento, de R$ 1,7 bilhão, é financiado pelo Banco dos BRICS (NDB) e integra uma rede nacional de serviços inteligentes que prevê a instalação de 14 UTIs de alta precisão nas cinco regiões do país. Idealizadora do projeto, a cardiologista, intensivista e professora titular de Emergências da USP Ludhmila Hajjar explica ao g1 que a iniciativa coloca o Brasil na rota de uma tendência que já está consolidada em países como a China. Lá, hospitais inteligentes funcionam como centros “neurodigitais” de urgência, unidades capazes de integrar ambulâncias, exames, banco de dados e equipes médicas antes mesmo de o paciente entrar pela porta. “O paciente grave é o que mais se beneficia da inteligência artificial. O que estamos fazendo é reduzir etapas que hoje consomem tempo, fragmentam o cuidado e aumentam o risco”, afirma. Triagem por gravidade e não mais pela ordem de chegada Outra mudança central, segundo o projeto, é a forma como o paciente será priorizado. A triagem não dependerá apenas da avaliação presencial da equipe: o sistema de IA vai interpretar sinais vitais, idade, histórico, sintomas e exames transmitidos também antes da chegada. “Hoje ainda existe muita subjetividade na triagem. Os sistemas inteligentes conseguem estabelecer níveis de gravidade com precisão e reduzir erros, além de antecipar decisões”, diz Hajjar. Como funciona hoje e o que muda com o hospital inteligente O pronto-socorro do Hospital das Clínicas não é um serviço de porta aberta. Ao contrário de uma UPA, onde qualquer pessoa pode chegar espontaneamente, o HC só recebe casos regulados —pacientes encaminhados por outras unidades da rede pública após uma avaliação inicial. Isso significa que ninguém pode procurar o HC diretamente, mesmo em emergências graves. A entrada depende de uma vaga liberada pela Cross, o sistema de regulação do estado, ou por mecanismos equivalentes. Esse processo, porém, ainda é feito à moda antiga: telefonemas, e-mails, trocas de mensagens e confirmações manuais de disponibilidade. A maior parte dos pacientes vem de hospitais municipais, UPAs e prontos-atendimentos da Grande São Paulo, geralmente quando há necessidade de recursos que apenas o HC oferece –como neurocirurgia 24 horas, hemodinâmica, ECMO ou terapia intensiva altamente especializada. O fluxo é padrão para hospitais de referência, mas lento e fragmentado. Entre a decisão de transferir e o início do tratamento, minutos se perdem. Não é raro que a vaga seja confirmada quando a ambulância já está a caminho ou até mesmo na porta do hospital. É justamente nesse trecho crítico do percurso —da regulação ao primeiro atendimento— que o hospital inteligente pretende intervir. A nova estrutura pretende concentrar todo o atendimento de urgência e emergência do HC, e nasce com a missão de reorganizar esse fluxo. Hoje, pacientes costumam ser atendidos conforme chegam, equipes aguardam resultados de exames liberados de forma intermitente e a comunicação entre unidades ainda depende de telefonemas e e-mails. No modelo inteligente, esse intervalo é substituído por uma cadeia digital integrada. Com o uso de rede 5G, as ambulâncias passam a transmitir automaticamente sinais vitais, eletrocardiograma, imagens e localização para o hospital. A inteligência artificial cruza essas informações com a disponibilidade de leitos, a especialidade necessária e o nível de gravidade, indicando qual unidade deve receber o paciente e quais equipes precisam ser acionadas. Ludhmila Hajjar resume a diferença com um exemplo simples: hoje, um caso grave na periferia precisa aguardar a liberação da vaga; no novo modelo, esse tempo desaparece. “A ambulância conectada identifica o hospital mais próximo com a primeira vaga disponível, e o tratamento começa ali, dentro da viatura. O hospital já sabe quem está chegando, qual é a suspeita e quais recursos preparar”, explica. Segundo ela, a integração reduz etapas e devolve minutos que podem ser decisivos em situações como AVC, infarto, choque e trauma. “Tempo é vida”, resume a médica. Capacidade dobrada e impacto para todo o complexo do HC A criação do novo instituto pretende absorver integralmente as urgências e emergências do HC e, ao mesmo tempo, dobrar a capacidade atual de atendimento. Ao retirar essa demanda do prédio central, o hospital libera mais espaço para cirurgias eletivas, consultas especializadas e reabilitação. “É uma reorganização de fluxo. O instituto não só amplia o atendimento: ele melhora o HC inteiro”, afirma Ludhmila. O novo hospital será 100% SUS, sem atendimento por convênios privados. Tecnologia importada e adaptada de países do BRICS Como o projeto é financiado pelo NDB, parte substancial da tecnologia virá dos países do BRICS, especialmente a China, que concentra hoje cinco hospitais inteligentes considerados referência. “A China está muito avançada na integração de IA com a emergência. Boa parte do que está sendo usado lá será adaptado para o nosso contexto. Cerca de 70% das soluções vêm dos países do bloco, e o restante de parceiros internacionais”, diz a médica. A ideia, segundo ela, não é reproduzir modelos estrangeiros, mas nacionalizar tecnologias para um sistema universal e de grande escala como o SUS. Segundo o projeto, o instituto também seguirá padrões ambientais elevados: será projetado para baixo carbono, com eficiência energética, reuso de água e processos automatizados que reduzem desperdício. A sustentabilidade, afirma a médica, precisa ser vista como parte da segurança do paciente. “Vamos ter um hospital altamente digital, mas centrado no paciente. Tecnologia só faz sentido se melhorar o cuidado e o ambiente humano”, diz. Pioneirismo no HC, mas projeto prevê expansão O HC será o laboratório inicial. Se o desempenho

Como funciona a vacina contra a bronquiolite?

Ministério da Saúde iniciou a vacinação de gestantes a partir da 28ª semana. O imunizante ajuda prevenir casos de vírus respiratórios em recém-nascidos Sistema Único de Saúde (SUS) e é destinada a gestantes a partir da 28ª semana com o objetivo prevenir os casos de bronquiolite em recém-nascidos. O VSR é o principal responsável por 75% dos registros de bronquiolite em recém-nascidos e por aproximadamente 40% das ocorrências de pneumonia em crianças menores de dois anos. Até o momento, o Brasil registrou 43,1 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados pelo vírus. Proteção que começa na gestação A vacina contra a bronquiolite em grávidas funciona por meio da imunização passiva: a mãe produz anticorpos contra o vírus, que são transferidos ao bebê pelo cordão umbilical. Assim, a criança já nasce com uma proteção temporária, mas altamente eficaz, contra o VSR. A aplicação é indicada para uma fase específica da gravidez, geralmente no terceiro trimestre, quando a transferência de anticorpos da mãe para o bebê é mais eficiente. A vacina foi incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação da Gestante e deve ser aplicado a partir da 28ª semana de gestação, garantindo proteção aos bebês nos primeiros meses de vida. A meta é vacinar 80% do público-alvo. O Ministério da Saúde também prevê a compra de mais 4,2 milhões de doses até 2027. A eficácia da estratégia foi demonstrada em estudos clínicos, como o Estudo Matisse, que revelou eficácia de 81,8% na prevenção de doenças respiratórias graves causadas pelo VSR nos primeiros 90 dias de vida dos bebês. A incorporação da vacina contra o VSR no SUS representa um marco na saúde pública. Ao garantir a imunização gratuita para gestantes, o país avança na proteção da primeira infância e na equidade do cuidado. Com a chegada das doses às Unidades Básicas de Saúde (UBS), o Ministério orienta as equipes a verificarem e atualizarem a situação vacinal das gestantes, incluindo influenza e covid-19, uma vez que a vacina contra o VSR pode ser administrada simultaneamente a esses imunizantes. Ministério da Saúde

Com a redução de novos casos, Governo do Brasil encerra Sala de Situação sobre intoxicação por metanol

Todos os estados estão abastecidos com o antídoto, além do estoque estratégico nacional. O monitoramento e a assistência aos casos seguem normalmente em todo o país OMinistério da Saúde anunciou nesta segunda-feira, 8 de dezembro, o encerramento da Sala de Situação criada em outubro para monitorar e atuar diante do aumento dos casos do tipo. O texto da Portaria nº 9.169, assinado pelo ministro Alexandre Padilha (Saúde), foi publicado no Diário Oficial da União. O último caso confirmado de intoxicação por metanol foi registrado em 26 de novembro de 2025 e era relativo a uma pessoa que apresentou os primeiros sintomas no dia 23 do mesmo mês. Com a redução expressiva de novos casos e óbitos, o ministério considera que um cenário de estabilidade epidemiológica está consolidado. Para o ministro Alexandre Padilha, “o país respondeu de forma rápida, coordenada e eficaz, garantindo diagnóstico, assistência e distribuição de antídoto a todos os estados”. Padilha destaca ainda que o monitoramento continuará sendo prioridade: “Mesmo com o encerramento da Sala de Situação, seguimos atentos e preparados. O cuidado permanece, e a vigilância segue sem qualquer interrupção”, afirmou. Em função das ações do Governo do Brasil, todos os estados já contam com estoque garantido de antídotos e maior capacidade de realizar diagnósticos. Agora, a assistência e o acompanhamento voltam ao fluxo rotineiro da vigilância de intoxicações exógenas, por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). A Sala de Situação foi instalada em primeiro de outubro, poucos dias após o surgimento dos casos iniciais: o primeiro aviso à população de todo o Brasil sobre o surto de intoxicações havia sido feito no dia 26 de setembro, por meio do Sistema de Alerta Rápido da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Durante os dois meses de trabalho, equipes técnicas monitoraram e analisaram as informações em saúde provenientes de todo o país. Com os dados, foi possível orientar a rápida resposta do Governo do Brasil, que envolveu ações que vão desde a orientação sobre o atendimento médico e distribuição de medicamentos até ações de combate à comercialização de bebidas fraudadas. A Sala de situação reuniu representantes de diferentes secretarias da pasta, além de Anvisa, Fiocruz, Ebserh, os conselhos nacionais de secretários estaduais e municipais de saúde (Conass e Conasems), Conselho Nacional de Saúde (CNS), Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e das secretarias estaduais de Saúde. Também participaram os ministérios da Agricultura e Pecuária (MAPA) e da Justiça e Segurança Pública (MJSP), responsáveis por ações de controle e investigação. INSUMOS – No período de monitoramento ampliado, em que a Sala de Situação estava operando, o Ministério da Saúde repassou aos estados insumos clínicos essenciais para o atendimento de intoxicações por metanol. Foram enviadas 1.500 ampolas de fomepizol e 4.806 unidades de etanol aos estados. A distribuição priorizou áreas com maior número de casos e circulação de bebidas adulteradas. O Ministério da Saúde garantiu ainda estoque estratégico de 2,6 mil ampolas de antídoto aos estados. “A garantia de antídoto foi fundamental para evitar mais mortes. Atuamos de forma preventiva, reforçando o estoque nacional e ampliando a capacidade de resposta dos serviços de saúde”, ressaltou Padilha. REPRESSÃO – Para além das ações da Sala de Situação, o Governo do Brasil atuou para combater a comercialização e a circulação de bebidas alcoólicas fraudadas ou irregulares. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, logo no início da crise, anunciou a criação de um comitê para discutir os casos de intoxicação por metanol, coordenado pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), e determinou que a Polícia Federal abrisse inquéritos para investigar a origem do metanol nas bebidas adulteradas. “O que aconteceu foi uma ocorrência gravíssima, que trouxe grande reflexos na saúde pública. O Ministério da Justiça e Segurança Pública atuou rapidamente, determinando que todas as ocorrências fossem apuradas e investigadas, com a abertura de inquéritos para verificar a procedência da droga e a possível rede de distribuição. A estabilidade que alcançamos agora é resultado de todo o esforço e empenho dos envolvidos, principalmente do Governo do Brasil”, disse. Entre as ações da PF, em 16 de outubro, se realizou a Operação Alquimia, que teve como alvo 24 empresas do setor sucroalcooleiro e importadores e distribuidores de metanol em cinco estados. As amostras coletadas agora estão sendo analisadas pelo Instituto Nacional de Criminalística e comparadas com as bebidas adulteradas. A Operação Fronteira, também realizada pela Receita Federal, em outubro, apreendeu 215 mil litros de bebidas alcoólicas em depósitos clandestinos em Fortaleza e Maringá. Durante a operação, foram apreendidas centenas de garrafas de aguardente, insumos utilizados na adulteração — como álcool etílico e corantes — e recipientes lacrados contendo as bebidas. Entre 29 de setembro e 27 de novembro, o Ministério da Agricultura e Pecuária realizou 137 ações de fiscalização, que resultaram na apreensão de 793 mil litros de bebidas alcóolicas irregulares, avaliados em aproximadamente R$ 11,8 milhões. Nesse período, também houve o fechamento cautelar de 22 estabelecimentos, além da lavratura de autos de infração, intimações e coleta de amostras para análise laboratorial. Além disso, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, atuou desde o início da crise, emitindo orientações voltadas aos Procons, varejistas e distribuidores de bebidas sobre como evitar a comercialização de produtos fraudados. Por fim, a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), do mesmo ministério, capacitou peritos e compartilhou protocolos técnicos para a identificação do metanol nas bebidas. Cenário epidemiológico Entre 26 de setembro e 05 de dezembro de 2025, foram registradas 890 notificações relacionadas à intoxicação por metanol. Desse total de casos: • 73 foram confirmados • 29 são suspeitos e ainda estão sendo analisadas • 788 foram descartados, por não haver indício de metanol Os estados mais afetados foram: • São Paulo (578 casos notificados; 50 confirmados) — principal epicentro. • Pernambuco (109 casos notificados; 8 confirmados) • Paraná (6 confirmados), Mato Grosso (6 confirmados), Bahia (2 confirmados), Rio Grande do Sul (1 confirmado) e outros estados

Anvisa publica registro da vacina contra a dengue do Butantan

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta segunda-feira (8) o registro da Butantan-DV, a primeira vacina de dose única contra a dengue no mundo produzida pelo Instituto Butantan. A publicação oficializa a conclusão do processo regulatório e permite a produção e a comercialização do imunizante — que será ofertado exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) — no país. O imunizante protege contra os quatro tipos de vírus da doença e será destinado a pessoas de 12 a 59 anos. O Insituto Butantan já tem 1 milhão de doses prontas em estoque. A expectativa é que mais 25 milhões sejam produzidas até o segundo semestre de 2026. Em 2027, deverão ser mais 35 milhões. Os estudos apontaram que os voluntários que tomaram a vacina ficaram protegidos durante cinco anos, segundo o Ministério da Saúde. No último 26, a Anvisa assinou o termo de compromisso com o Instituto Butantan para estudos e monitoramento da vacina. Era a última etapa que faltava para o registro da vacina. Um comitê de especialistas e gestores do SUS ainda vai definir o grupo a ser vacinado com a Butantan-DV, que deve ser incluída no Programa Nacional de Imunizações (PNI) em janeiro do ano que vem. Segundo o diretor do Butantan, Esper Kallas, a eficácia da vacina é a seguinte: Eficácia geral: 74,7% Proteção para dengue grave ou sinais de alerta: 91,6% (mesmo vacinada, se uma pessoa for infectada pelo vírus, a probabilidade de desenvolver sintomas graves é bem baixa) Proteção para hospitalização: 100% O instituto também fechou parceria com a empresa chinesa WuXi para ampliar a capacidade de produção. Dose única Segundo a secretária estadual de Saúde em exercício, Priscilla Perdicares, as vantagens de ter uma vacina de dose única: facilita a logística, aumenta a adesão das pessoas e vai acelerar a imunização da população. A vacina contra a dengue, com duas doses, foi incorporada ao PNI em dezembro de 2023, quando o Brasil se tornou o primeiro no mundo a oferecer o imunizante na rede pública. Até então, apenas a Qdenga, fabricada pela farmacêutica japonesa Takeda, estava disponível no SUS. Como é produzida fora do país e exige duas doses, o imunizante do laboratório japonês ficou restrito a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos — público que concentra o maior número de hospitalizações depois dos idosos. A Qdenga não tem autorização da Anvisa para uso acima dos 60 anos. A nova vacina do Butantan não substitui a japonesa. O contrato do Ministério da Saúde com a Takeda é de 18 milhões de doses. Estudos A Butantan-DV vem sendo desenvolvida há mais de uma década em parceria com o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (NIH). O pedido de registro foi apresentado à Anvisa em 16 de dezembro de 2023. A aprovação ocorreu após cinco anos de acompanhamento dos voluntários na fase 3 dos ensaios clínicos. Segundo o instituto, nos estudos de fase dois, a vacina demonstrou 79,6% de eficácia geral para prevenir casos de dengue sintomática. Já na terceira fase de estudos, a eficácia chegou a uma proteção de 89% contra dengue grave e dengue com sinais de alarme, além de eficácia e segurança prolongadas por até cinco anos. Cenário epidemiológico A ampliação da vacinação ocorre em meio ao aumento expressivo de casos de dengue no país. O Brasil registrou 6,56 milhões de casos prováveis da doença e 6.321 mortes em 2024, segundo o painel de monitoramento da doença do Ministério da Saúde. O número é quatro vezes maior que o de 2023, quando houve 1,65 milhão de casos e 1.179 óbitos. Em 2025, já são 1,63 milhão de casos prováveis e 1.730 mortes. O estado de São Paulo concentra 55% das infecções, com 897 mil casos e 1.108 óbitos

O que comer para regular a glicose

A glicose é o combustível mais importante em nosso corpo. É dela que extraímos a energia necessária para o nosso movimento, nosso pensamento e para os batimentos cardíacos. Ela é fundamental para as nossas funções vitais. Mas, se esse nível de glicose (ou açúcar) no sangue não for adequado, podem ocorrer sérios problemas de saúde. O diabetes é uma doença metabólica crônica, caracterizada pelos altos níveis de glicose no sangue. Com o tempo, ele causa danos graves ao coração, aos vasos sanguíneos, olhos, rins e nervos. O tipo mais comum é o diabetes tipo 2, geralmente presente em adultos. Ele ocorre quando o corpo se torna resistente à insulina ou não produz insulina em quantidade suficiente. O que comer? Quais alimentos devemos consumir – ou não – para ajudar a manter regulado o nível de açúcar no sangue? Para saber a resposta, a BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC, conversou com Clara Eugenia Pérez Gualdrón, vice-presidente da Associação Latino-Americana do Diabetes (ALAD) e professora da Faculdade de Medicina da Universidade Nacional da Colômbia. Confira abaixo as orientações da especialista. BBC News Mundo: Por que é preciso manter os níveis de açúcar no sangue sempre regulados? Clara Eugenia Pérez Gualdrón: Alguém pode pensar que, se você comer açúcar, a glicose no sangue aumenta. Mas não é assim. Nós temos um desregulador hormonal enzimático complexo que faz com que a glicose se mantenha em níveis ideais 24 horas por dia. Mas é importante mantê-la regulada. Ou seja, fazer com que não suba muito, nem caia em excesso. Este é o problema que costumam ter os pacientes com diabetes. Se alguém tiver glicose muito alta por longos períodos, ela produz substâncias tóxicas no corpo que, com o tempo, prejudicam o organismo. Por exemplo, os pequenos e grandes vasos sanguíneos. Um paciente com diabetes e hiperglicemia crônica pode chegar a perder, por exemplo, a função dos olhos e dos rins. Ele poderia até sofrer amputações. São as complicações crônicas do diabetes. E o nível muito baixo de açúcar no sangue pode levar à morte do paciente em questão de segundos. Por isso, não é bom ter a glicose muito alta, nem muito baixa. No diabetes, temos os limites que definem os níveis saudáveis de glicose. Sabe-se, por exemplo, que – em jejum por um período de seis a oito horas – devemos ter a glicose em cerca de 100 miligramas por decilitro ou menos. E, depois de comer, ela não deve superar 140. Se ultrapassar essas marcas, existe algum problema. BBC: Existem alimentos que ajudam a regular o nível de açúcar no sangue? Pérez Gualdrón: Existe um padrão de alimentação saudável. Alguns alimentos ajudam a glicose a permanecer regulada e outros, ao contrário, evitam que ela se regule. O padrão de alimentação saudável inclui três componentes fundamentais: 1. Consumir frutas e verduras; 2. Eliminar os alimentos concentrados com açúcar; 3. Reduzir os alimentos que contêm muita gordura saturada e substituí-los pelos que contêm gorduras monoinsaturadas. Alimentos que podemos consumir e regulam muito bem a glicose são os alimentos ricos em fibras, como o farelo de trigo. E é preciso também consumir muitos líquidos. O roteiro é este. BBC: Quais são essas frutas e verduras e quanto deveríamos comer? Pérez Gualdrón: Coma quantos legumes e verduras puder. Nós nunca abusamos das verduras e legumes. Mas das frutas, sim, nós abusamos. Especialmente na América Latina, pois a região é rica em árvores frutíferas. É preciso comer as frutas em porções. A recomendação ao paciente é a fórmula 3 para 2: três porções de verdura e duas porções de frutas por dia. Ou o contrário: três de frutas e duas de verdura. Geralmente, na forma estabelecida da nossa alimentação na América Latina, incluímos frutas no café da manhã. No meio da manhã, comemos frutas. E, no meio da tarde, voltamos a comer frutas. Já as verduras são destinadas ao almoço e ao jantar. O segredo é comer verduras de três cores diferentes em cada porção, porque assim estamos oferecendo ao corpo um complexo de vitaminas, sais minerais ou microelementos contidos nesses alimentos. As pessoas, às vezes, são monotemáticas e começam a comer banana, banana e banana. É a fruta preferida dos latino-americanos. Mas a banana justamente tem uma quantidade de açúcar maior do que as outras frutas. A maior parte das frutas tem 10% de glicose. Ou seja, em 100 gramas de fruta, há 10% de glicose. E há outras que têm 20%, como a banana, enquanto outras têm 5%, como a tangerina. Se alguém comer quatro tangerinas, é como se comesse uma banana, em proporção de açúcar. BBC: Quais são os alimentos que concentram muito açúcar? Pérez Gualdrón: Em muitos lugares, toma-se café com leite de manhã e acrescenta-se açúcar. É preciso eliminar esse açúcar que adicionamos. Quando o paciente diz “ah, mas o café é muito amargo!”, recomendo um substituto: o adoçante. Esse adoçante pode ser calórico ou não calórico. Usar um adoçante calórico faz com que a glicose aumente. Por isso, recomenda-se um adoçante não calórico. Mas exames demonstram que os adoçantes não calóricos prejudicam a flora gastrointestinal. E isso tem três consequências importantes para o corpo. A flora intestinal serve para garantir a imunidade do corpo, regular o peso corporal e favorecer a produção de neurotransmissores associados à felicidade, para que as pessoas se sintam bem. Como digo aos meus alunos, muitos permanecem gordos, tristes e com gripe. Por quê? Porque não têm bactérias, elas são eliminadas com o adoçante não calórico. Muitos refrigerantes são adoçados com adoçantes não calóricos, que destroem nossa flora gastrointestinal. E também é alto o consumo de líquidos açucarados, como sucos. Existe um exemplo clássico para esta questão: o que é mais doce, um morango ou uma batata? Todos respondem que é o morango. Mas qual dos dois tem mais açúcar? 100 gramas de morango têm 5% de açúcar e 100 gramas de batata, ou uma batata grande, têm 20% de açúcar. Se você fizer um suco, o açúcar do morango fica solúvel e pode ser absorvido com

Você sabia que o Brasil terá mais idosos do que crianças até 2030?

E isso faz do Cuidador de Idosos uma das profissões do futuro. O envelhecimento da população brasileira está acelerado. De acordo com o IBGE, em menos de 10 anos, o número de pessoas com mais de 60 anos será maior que o de crianças até 14 anos.Com isso, cresce a procura por cuidadores de idosos capacitados e preparados para lidar com as demandas da terceira idade. O Cuidador de Idosos é o profissional que acompanha, auxilia e dá suporte físico e emocional a quem precisa de atenção contínua.Ele pode atuar em residências, clínicas, hospitais e instituições de longa permanência, desempenhando um papel essencial na promoção do bem-estar. No CTA Cursos Técnicos, o curso de Cuidador de Idosos oferece uma formação completa, com foco em humanização, empatia e prática supervisionada — preparando o aluno para um mercado que só tende a crescer.

Técnico em Enfermagem: a base do cuidado que transforma vidas

Mais do que uma profissão, ser técnico em enfermagem é uma vocação para o cuidado humano. O técnico em enfermagem é o coração das equipes de saúde. Ele atua em hospitais, clínicas, laboratórios e até mesmo em domicílios, prestando assistência direta ao paciente e garantindo conforto, segurança e atenção em todos os momentos. O mercado para esse profissional é amplo e estável — o Brasil tem mais de 2 milhões de técnicos em enfermagem, e a demanda continua crescendo, especialmente após a pandemia. No CTA, o curso técnico em enfermagem prepara o aluno para atuar com ética, empatia e competência, oferecendo formação teórica e prática, além de estágios supervisionados em unidades parceiras. Se você tem o desejo de cuidar do próximo e construir uma carreira de impacto, essa é a escolha certa.

Radiologia: o olhar da medicina que enxerga além do visível

Entenda como o técnico em radiologia é essencial para diagnósticos e avanços na medicina moderna. A radiologia é uma das áreas mais tecnológicas e indispensáveis da saúde. O técnico em radiologia atua diretamente com equipamentos de imagem como raios X, tomografia e ressonância magnética, ajudando médicos a identificar doenças e monitorar tratamentos com precisão. Além de dominar técnicas de operação dos aparelhos, o profissional precisa ter conhecimento em anatomia, biossegurança e física das radiações, garantindo a segurança dos pacientes e da equipe. A carreira é promissora e oferece ótimas oportunidades em hospitais, clínicas e laboratórios de diagnóstico por imagem.No CTA Cursos Técnicos, os alunos vivenciam essa rotina desde cedo, com aulas práticas e professores atuantes no mercado.

Ouvidoria CTA

Seus dados serão mantidos em sigilo!

O CTEA agora é CTA Cursos Técnicos!

Mudamos o nome, mas nossa essência permanece a mesma: compromisso com a educação técnica de qualidade, preparando profissionais para atuarem com excelência no mercado de trabalho.