Equipes de saúde indígena e EpiSUS reforçam atendimento a crianças com suspeita de coqueluche no território Yanomami

Profissionais estão na região desde segunda-feira (16/02), realizando busca ativa por pacientes e reforçando a vacinação do público infantil Ministério da Saúde enviou, de forma emergencial, nessa segunda-feira (16/02), equipe de saúde com médico, técnico de enfermagem, enfermeiro e socorrista para aumentar o número de profissionais que atuam no polo base da região de Surucucu, na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. Esses profissionais foram acompanhados de especialistas do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS (EpiSUS), com experiência na contenção de possíveis surtos ou aumento de casos de doenças infecciosas. O Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami confirmou oito casos de coqueluche na região, com três óbitos. Esse time se junta às equipes do DSEI Yanomami que já estão em Surucucu fazendo buscas ativas por novos casos, coletando material para análises clínicas e reforçando a vacinação em todas as crianças de aldeias adjacentes. Ao todo, são cerca de 50 profissionais no território atuando na prevenção de novos casos e assistência local. O falecimento de três crianças segue em investigação pelos órgãos competentes, segundo informações de terça-feira (17). As demais crianças que tiveram o diagnóstico confirmado foram levadas para hospitais em Boa Vista (RR). Duas delas já tiveram alta e voltaram para suas respectivas aldeias. Todos os pacientes suspeitos de coqueluche e as pessoas que tiveram contato estão em tratamento e com acompanhamento. No DSEI Yanomami, o Esquema Vacinal Completo (EVC) das crianças com menos de um ano de idade e aquelas menores de cinco anos apresentou evolução expressiva. Em 2022, 29,8% das crianças menores de um ano tinha o esquema vacinal completo. Esse dado evoluiu para 57,8%, em 2025. No caso de crianças menores de cinco anos o aumento foi de 52,9% para 73,5% no mesmo período. O EVC mensura a proporção de pessoas com todas as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação, por faixa etária. O secretário de Saúde Indígena, Weibe Tapeba, atribuiu ao aumento da força de trabalho na terra indígena Yanomami o êxito no combate aos vazios assistenciais. Em 2023, o DSEI contava com 690 profissionais contratados. Desse período até agora, mais 1.165 profissionais foram contratados. Um crescimento de 169%. “Mais profissionais de saúde mobilizados no distrito garantem a cobertura do atendimento diretamente nas aldeias e a ação rápida em situações como essas. Hoje, além das vacinas, podemos realizar testes e exames diretamente nos Polos Base. Por exemplo: o exame de gota espessa hoje pode ser feito diretamente no território devido a contratação de microscopistas”, explicou. Centro de Referência em Surucucu Em setembro de 2025, o primeiro Centro de Referência em Saúde Indígena (CRSI Xapori Yanomami) do Brasil começou a funcionar no Território Yanomami, em Roraima, marcando um avanço histórico na atenção à saúde das populações indígenas da região. A unidade teve um investimento federal de cerca de R$ 29 milhões, com o objetivo de ampliar a capacidade de atendimento de casos graves, oferecer suporte em urgências e emergências e reduzir a necessidade de remoções a centros urbanos distantes. A construção da unidade contou com o apoio da Central Única das Favelas (CUFA) e da ONG alemã Target Reudiger Nehberg. Cerca de 10 mil indígenas de 60 comunidades são beneficiados diretamente pela estrutura, que respeita as especificidades culturais e epidemiológicas do povo Yanomami e conta com profissionais de saúde, logística e infraestrutura.
Brasil e Índia debatem parcerias para ampliar cooperação para produção de medicamentos, saúde digital e medicina tradicional

Ministro Alexandre Padilha se reuniu com principais autoridades de saúde do governo indiano ministro da Saúde, Alexandre Padilha, está em missão oficial na Índia para fortalecer a cooperação bilateral em áreas como tecnologia e inovação em saúde, produção de medicamentos e vacinas, além de avanços regulatórios estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS). Nesta quarta-feira (18/02), o ministro brasileiro se reuniu com as principais autoridades de saúde do governo indiano. Em Nova Délhi, Padilha encontrou o ministro da Saúde e Bem-Estar da Família da Índia, Jagat Prakash Nadda, e o ministro de Medicina Tradicional, Prataprao Jadhav, para aprofundar ações conjuntas. “Brasil e Índia têm sistemas públicos robustos, forte capacidade científica e papel estratégico no Sul Global. Nossa cooperação em saúde pode ampliar o acesso da população a medicamentos, fortalecer a produção local e impulsionar a inovação”, afirmou Alexandre Padilha. Produção de medicamentos e tecnologias Na reunião com o ministro Jagat Prakash Nadda, o foco foi o fortalecimento da parceria entre os dois países na produção de medicamentos e tecnologias em saúde. Também foram discutidas parcerias entre instituições públicas e empresas dos dois países, com destaque para medicamentos oncológicos e produtos voltados ao enfrentamento de doenças tropicais. Coalizão do G20 e fortalecimento do Sul Global Alexandre Padilha convidou formalmente o governo indiano a participar do lançamento, no Brasil, de projetos da Coalizão Global de Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo lançada durante a presidência brasileira do G20. A coalizão tem por objetivo fortalecer a cooperação Sul-Sul em medicamentos, vacinas e tecnologias em saúde. “Queremos que Índia e Brasil estejam na linha de frente de uma nova agenda internacional de saúde baseada em produção local, inovação e cooperação solidária”, afirmou o ministro brasileiro. Saúde digital e inteligência artificial Outro eixo central das reuniões foi a saúde digital. Brasil e Índia discutiram desafios e oportunidades do uso de tecnologias digitais e inteligência artificial na organização dos sistemas públicos. Segundo Padilha, o intercâmbio em saúde digital pode acelerar a modernização do SUS, ampliar o acesso e qualificar o cuidado à população. Biblioteca digital e cooperação em medicina tradicional Na reunião com o ministro Prataprao Jadhav, o diálogo se concentrou na cooperação em medicina tradicional, área em que a Índia possui estrutura ministerial própria. Um dos temas debatidos foi a implementação de uma biblioteca digital de medicina tradicional, reunindo evidências científicas, protocolos, estudos clínicos, registros históricos e boas práticas sobre Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) – práticas baseadas em conhecimentos tradicionais.
Ministério da Saúde visita parque industrial na Índia para avançar em acordos para produção nacional de biológicos

Visita à indústria farmacêutica indiana busca fortalecer parcerias estratégicas e impulsionar produção nacional de medicamentos de alta complexidade Para ampliar a autonomia do Brasil na saúde pública e fortalecer a produção nacional de medicamentos de alta complexidade, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou nesta quinta-feira (19/2) o parque industrial da Biocon, em Bengaluru, na Índia. Durante a agenda, o ministro conheceu as instalações industriais para produção de medicamentos biológicos como o pertuzumabe – indicado para o tratamento do câncer de mama HER2-positivo, inclusive em estágio metastático. O ministro também conheceu processos para a produção de medicamentos à base de GLP-1, como a semaglutida, popularmente conhecida como “caneta emagrecedora”, indicada para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. “Estivemos em uma das maiores produtoras de medicamentos biológicos, biossimilares. São medicamentos modernos para tratamento do câncer, de doenças autoimunes, doenças crônicas que queremos produzir no Brasil. Uma parceria muito importante que vai garantir mais acesso à população brasileira a esses medicamentos e salvar vidas no nosso país. Além disso, essa grande produtora mundial domina a tecnologia de peptídeos, que são medicamentos para diabetes e controle da obesidade e que também poderão servir, no futuro, para outras doenças. A expectativa do Ministério é que essa aproximação das empresas brasileiras e indianas possa gerar novos acordos, mais tecnologia e mais produção de medicamentos no Brasil. É um importante avanço para cuidar da saúde e soberania brasileira com esse grande parceiro dos BRICS que é a Índia”, disse Padilha. A Índia é uma das principais potências farmacêuticas do mundo, com elevada capacidade produtiva, forte investimento em inovação e expansão significativa na área de saúde digital. Hospitais inteligentes O ministro também visitou a unidade hospitalar da rede Narayana Health, referência internacional no conceito de hospital inteligente. A rede possui diversas unidades na Índia e presença internacional, com hospitais no Reino Unido e Quênia. A instituição se destaca pelo uso intensivo de tecnologias digitais para acompanhamento de pacientes, prontuário eletrônico integrado, monitoramento de equipamentos em tempo real e gestão baseada em dados. Na ocasião, Padilha se reuniu com o diretor médico e vice-presidente da rede, Paul Salins. Segundo o ministro, o Brasil, por meio do Ministério da Saúde, em parceria com a Universidade de São Paulo, estados e municípios, atua para estruturar a Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes. A iniciativa faz parte do programa Agora Tem Especialistas, do Governo Federal, que tem como objetivo reduzir o tempo de espera por consultas, exames e procedimentos especializados no SUS. O projeto prevê a implantação inicial em 13 estados — Manaus (AM), Belém (PA), Salvador (BA), Teresina (PI), Fortaleza (CE), Recife (PE), Dourados (MS), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS) — com foco nas UTIs e na criação de um hospital de emergência totalmente inteligente, conectado por internet, com monitoramento digital de equipamentos, integração com ambulâncias e articulação com as redes locais de atenção à saúde. “Estamos recebendo financiamento do Banco dos BRICS e firmando parcerias com vários hospitais que já utilizam o conceito dos hospitais inteligentes da China e da Índia. Essa cooperação vai consolidar uma parceria estratégica do Ministério da Saúde com essa futura rede de cuidados no SUS”, apontou Padilha.
Ministério da Saúde assina parcerias na Índia para produção de medicamentos contra o câncer no SUS

Acordos firmados com parceiros brasileiros e indianos preveem transferência de tecnologia e investimento que pode chegar até R$ 10 bilhões em 10 anos Durante missão na Índia com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou, neste sábado (21/2), três Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) estratégicas para a produção nacional de medicamentos oncológicos no Sistema Único de Saúde (SUS). Os acordos representam investimento estimado por parte do Ministério de até R$ 722 milhões no primeiro ano podendo chegar a R$ 10 bilhões em 10 anos, a partir do uso do poder de compra do Estado para ofertar aos pacientes do SUS os medicamentos pertuzumabe, dasatinibe e nivolumabe. A formalização ocorreu durante o Fórum Empresarial Brasil–Índia, em Nova Delhi. “Brasil e Índia trabalham lado a lado, há décadas, na defesa da equidade no acesso a medicamentos, sobretudo os genéricos, e da soberania sanitária no âmbito da Organização Mundial da Saúde. Nesta visita, a Fundação Oswaldo Cruz assinou acordos para pesquisa e produção local de insumos estratégicos, como a vacina contra a tuberculose e medicamentos oncológicos, imunossupressores e voltados a doenças negligenciadas e raras. Também há grande potencial de colaboração na área de hospitais inteligentes, como o que o ministro Padilha visitou em Bangalore há dois dias.”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ministro Alexandre Padilha ressaltou a importância dos acordos firmados durante a missão. “Estamos saindo da Índia com acordos que vão garantir ao Brasil medicamentos modernos para o tratamento do câncer de mama, de pele e das leucemias, ampliando o acesso e salvando vidas, especialmente de mulheres. Mais do que assegurar esses tratamentos, estamos viabilizando a transferência de tecnologia para fortalecer a produção nacional, gerar emprego e renda e ampliar a autonomia e a segurança dos pacientes brasileiros”. A iniciativa para a produção nacional de medicamentos oncológicos integra a estratégia de fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, retomada por este governo, garantindo o abastecimento de fármacos, promovendo a transferência de tecnologia e ampliando a autonomia produtiva nacional. As PDPs contemplam três medicamentos utilizados no tratamento de diferentes tipos de câncer, como os de mama, pele e leucemias. Os acordos envolvem laboratórios públicos brasileiros e parceiros privados nacionais e indianos, com foco na internalização da produção e no desenvolvimento tecnológico. Com a fabricação no país, o Ministério da Saúde busca reduzir a dependência externa de medicamentos estratégicos, assegurar maior estabilidade no fornecimento e ampliar o acesso da população a terapias de alta complexidade. A produção do nivolumabe envolve a cooperação entre a Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico, Fornecimento e Distribuição de Medicamentos (Bahiafarma), como parceiro público, e a Bionovis S.A. (Companhia Brasileira de Biotecnologia Farmacêutica) e a Dr. Reddy’s Laboratories Ltda. (farmacêutica indiana), como parceiros privados. Já a fabricação do pertuzumabe será feita em parceria com a Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico, Fornecimento e Distribuição de Medicamentos (Bahiafarma) como parceira pública, e as empresas Bionovis S.A. e Biocon Biologics do Brasil Ltda., como parceiras privadas. A PDP para a produção dodasatinibe, por sua vez, será realizada em parceria entre a Fundação para o Remédio Popular (FURP), a Biocon Pharma Ltda. e a Nortec Química S.A. Ampliação da cooperação Brasil e Índia em saúde Ainda, Padilha participou da assinatura de termo aditivo ao Memorando de Entendimento entre Brasil e Índia, que prorroga por cinco anos a cooperação bilateral em saúde. O acordo amplia iniciativas conjuntas em áreas como produção de medicamentos, vacinas e insumos farmacêuticos ativos, biofabricação, inovação produtiva, desenvolvimento de biológicos, saúde digital, telessaúde e inteligência artificial. A cooperação também prevê intercâmbio técnico em áreas estratégicas, como oncologia, diabetes, doenças cardiovasculares e prevenção de doenças crônicas, contribuindo para o fortalecimento das políticas públicas de saúde. Fiocruz fortalece produção com parceiros indianos A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também reforçou a agenda bilateral com a assinatura de dois Memorandos de Entendimento (MdE) com empresas farmacêuticas indianas, ampliando a cooperação internacional em pesquisa, desenvolvimento e produção de medicamentos estratégicos para o Brasil. Um dos acordos será firmado com a Biocon Pharma, com foco na transferência de tecnologia e produção de tratamentos para doenças raras, câncer e terapias imunossupressoras. O outro, com a Lupin, prevê desenvolvimento conjunto, produção local e fortalecimento de capacidades industriais e regulatórias voltadas a medicamentos para doenças infecciosas negligenciadas, como tuberculose, malária, esquistossomose, hanseníase e doença de Chagas. As iniciativas, conduzidas pelo Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) e assinadas pela vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Priscila Ferraz, reforçam a estratégia do Ministério da Saúde de ampliar o Complexo Econômico-Industrial da Saúde e garantir maior acesso da população a tratamentos inovadores e essenciais no SUS. Anvisa amplia cooperação regulatória com a Índia Já o Memorando de Entendimento assinado entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Central Drugs Standard Control Organization (CDSCO) estabelece a troca de informações regulatórias de medicamentos, insumos e dispositivos médicos para viabilizar análises mais céleres e o intercâmbio das melhores práticas entre autoridades sanitárias do Brasil e da Índia.
Paciente mais jovem do país a receber polilaminina relata movimento nas mãos: ‘Não mexia antes’

Substância estudada há quase trinta anos é expectativa de pacientes que sofreram lesão na medula e perderam movimentos do corpo. Em Mato Grosso do Sul, a 1ª aplicação do medicamento que ainda está em análise na Anvisa aconteceu no dia 21 de janeiro deste ano. O paciente mais jovem a receber a polilaminina no Brasil e o primeiro de Mato Grosso do Sul, Luiz Otávio Santos Nunez, de 19 anos, relatou ao g1 que voltou a movimentar a ponta de um dos dedos da mão 12 dias após a aplicação da proteína, que ocorreu no Hospital Militar de Campo Grande. Veja o vídeo acima. Luiz Otávio é militar do Exército Brasileiro e ficou tetraplégico após um acidente com arma de fogo em outubro do ano passado. Para ter acesso ao medicamento, ainda em fase experimental, ele precisou recorrer à Justiça. A proteína está em estudos clínicos na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “É algo mínimo, é um movimento pequeno, só que é algo que eu não via antes. E eu tinha comentado com a minha mãe que eu não conseguia mexer a ponta do dedo indicador igual mexia dos outros dedos, e agora [desde o último domingo (1/2)] eu consigo mexer a ponta”, enfatizou Luiz Otávio. O jovem também disse que passou a sentir movimentos nos nervos das pernas, que foram afetadas e perderam a sensibilidade e movimentação após o acidente. A fisioterapia tem sido essencial para a auxiliar na recuperação de Luiz Otávio. “Eu concentro para tentar mexer e eu vejo esses nervos trabalhando”, diz o jovem. A recuperação parcial do movimento trouxe a Luiz a esperança de que o medicamento seja aprovado e possa ajudar a recuperação dele e de outras pessoas que enfrentam a mesma situação. “Espero que seja aprovado porque depois que sofri o acidente, por mais que eu acreditasse que voltaria a andar, ainda era difícil e, depois que recebi a proteína a esperança mudou”, comenta Luiz Otávio. A expectativa também é sentida pela mãe do jovem, Viviane Goreti Ponciano dos Santos, que ficou sabendo da proteína por reportagens que abordaram o assunto. “Desde o início os médicos nos deixaram cientes de que o tratamento dele seria longo e a possibilidade dele voltar a andar ou recuperar os movimentos seria muito longa. Mas vimos a partir de outros exemplos que existia uma possibilidade e outras pessoas tiveram evoluções e fomos atrás”, conta a mãe. A família de Luiz Otávio é de Fátima do Sul, localizada a 240 km de Campo Grande, mas precisou se mudar para a capital de Mato Grosso do Sul devido ao tratamento que o jovem terá que seguir, incluindo a fisioterapia. Proteína aplicada 110 dias após acidente A ação judicial para garantir o direito de Luiz Otávio a receber a polilaminina foi ajuizada no início de janeiro deste ano, quase três meses após o acidente que causou a lesão na medula, conforme explicou o advogado da família, Gabriel Traven. “A ação foi protocolada em uma sexta-feira e no sábado de manhã foi aprovada. O caso dele foi bem específico devido à janela terapêutica”, explica o advogado. O protocolo do estudo conduzido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com o laboratório Cristália, prevê a aplicação da polilaminina em até 72 horas após a lesão medular, período classificado como janela terapêutica. ➡️🔎No caso específico de Luiz Otávio, a aplicação aconteceu 110 dias depois da lesão na medula. A autorização para aplicação no jovem foi concedida pelo laboratório Cristália, parceiro da UFRJ e responsável pela parte industrial do medicamento. Para a pesquisadora responsável pelo estudo, Tatiana Sampaio, do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, ainda não é possível afirmar que as aplicações feitas fora do prazo limite terão efeitos significativos. “Ainda são estudos e o que posso dizer é que quando uma lesão é crônica, com mais de três, quatro meses, a dificuldade [de regeneração] é maior por conta de todo o processo patológico”, comenta a pesquisadora. Tatiana também reforça que não é possível prever se a aplicação da polilaminina vai ter efeitos positivos ou se poderá gerar efeitos colaterais. A lesão e a aplicação em Luiz Otávio A aplicação da polilaminina em Luiz Otávio aconteceu no dia 21 de janeiro de 2026, no Hospital Militar de Campo Grande. O procedimento durou cerca de 40 minutos, conforme relatou o neurocirurgião Wolnei Marques Zeviani, que acompanha o caso em Mato Grosso do Sul. De acordo com Zeviani, uma equipe de profissionais que compõe os estudos no Rio de Janeiro também participou do procedimento e segue acompanhando pós-operatório. “O Luiz sofreu uma lesão traumática que acometeu a medula espinhal, na região da vértebra C6, o que gerou a tetraplegia. Fizemos diversas análises e injetamos a polilaminina abaixo e acima da lesão”, explica o neurocirurgião. O médico reforça que só foi possível aplicar a substância em Luiz Otávio porque a lesão é considerada traumática aguda. O jovem perdeu movimentos parciais de braços e mãos e a sensibilidade total das pernas. “A polilaminina é uma proteína que estamos estudando sobre o efeito dela em lesões traumáticas medulares agudas ou subagudas. Então, o indicado são pacientes que sofreram uma lesão medular e têm uma deficiência de movimentos grave. Atualmente, essa aplicação está sendo feita em pacientes que tiveram a lesão em até três meses”, destaca. Ainda conforme o médico, pessoas que têm lesão medular há mais de seis meses ou anos não são estão sendo submetidos, por enquanto, ao tratamento. “O efeito desse medicamento sobre o tecido lesionado visa o crescimento do axônio, que é uma parte do neurônio que ainda tem capacidade de regeneração. Porém, pacientes com muito tempo de lesão não teriam mais esses neurônios para fazer a função da regeneração do tecido medular”, finaliza. O estudo da polilaminina A polilaminina é uma substância recriada em laboratório a partir da proteína natural laminina, encontrada na placenta humana. A substância tem a função de restabelecer as conexões de neurônios. Conforme Tatiana Sampaio, a substância pode atuar na regeneração de fibras danificadas nas lesões de medula causadas por traumas. “No caso de uma
Ministério da Saúde desmente fake news e esclarece: Brasil não tem caso de Nipah confirmado

Pasta e OMS afirmam que não há nenhuma evidência de disseminação internacional do vírus ou risco para a população brasileira. País mantém protocolos permanentes de vigilância a agentes altamente patogênicos O Brasil não tem nenhum caso de Nipah confirmado. Portanto, o Ministério da Saúde esclarece que é falsa a informação que circula nas redes sociais que afirma o contrário. Segundo a pasta, o Brasil mantém protocolos permanentes de vigilantes a agentes altamente patogênicos e garante que o risco de uma pandemia causada pelo vírus continua sendo considerado baixo. Essa é a mesma avaliação da Organização Mundial da Saúde (OMS), segundo a qual o surto recente registrado na Índia está praticamente encerrado. Não há, portanto, nenhuma evidência de disseminação internacional ou risco para a população brasileira. Segundo a OMS, foram confirmados na Índia apenas dois casos, ambos entre trabalhadores de saúde, que tiveram contato com 198 pessoas já identificadas e testadas, todas com resultado negativo. O último caso foi registrado naquele país em 13 de janeiro, indicando que o evento já se aproxima do fim do período de acompanhamento. Em informe técnico recente, a OMS classificou o risco como baixo e reforçou que não há registro de casos fora dessa região nem em outros países citados equivocadamente em conteúdos desinformativos. Além disso, o vírus está associado a espécies específicas de morcegos que não existem no Brasil, o que afasta qualquer indicação de risco para a população brasileira no momento. Saúde com ciência no combate a notícias falsas O Ministério da Saúde reafirma seu compromisso com a transparência, a ciência e a proteção dos brasileiros. A melhor forma de prevenção continua sendo o acesso à informação correta, o fortalecimento da vigilância em saúde e a confiança nas orientações oficiais. Para isso, a pasta e a Secretária de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República coordenam o programa Saúde com Ciência, iniciativa atua na defesa da vacinação, na valorização da ciência, no combate à desinformação e na entrega de informações íntegras à sociedade. Um dos objetivos do programa é garantir acesso a informações íntegras e respaldadas por evidências científicas. O programa conta ainda com a parceria dos ministérios da Justiça e Segurança Pública, da Ciência e Tecnologia e Inovação, e com a Controladoria-Geral da União (CGU) e Advocacia-Geral da União (AGU), garantindo atuação em diferentes frentes. Como contribuir no combate a fake news Além das ações do Ministério da Saúde, qualquer cidadão pode ajudar no combate às fake news. Basta checar informações duvidosas antes de compartilhá-las, alertar amigos e familiares, denunciar conteúdos falsos e evitar compartilhar mensagens suspeitas. Recebeu algum conteúdo sobre saúde que pode ser falso? Acesse a plataforma FalaBr e preencha o formulário com o seu relato, fornecendo informações sobre o que foi publicado. O Chatbot do Ministério da Saúde também está disponível para esclarecer dúvidas. Para acessá-lo, adicione o número (61) 99381-8399 no seu WhatsApp. O que é o vírus Nipah O Nipah é um vírus conhecido pela ciência, identificado pela primeira vez em 1998 na Malásia, segundo o site oficial da OMS. Desde então, os surtos registrados ocorreram exclusivamente no Sudeste Asiático. Do ponto de vista científico, o vírus Nipah ocorre de forma natural em alguns animais, especialmente morcegos-frugívoros e pode ser transmitido ao ser humano em situações específicas, como contato direto com animais infectados ou com alimentos contaminados. A transmissão entre pessoas foi observada apenas em contextos de contato próximo e restrito. Não há evidências de disseminação ampla na população nem de ameaça iminente de pandemia global, como sugerem boatos. Os sintomas podem incluir febre, dor de cabeça, confusão mental e dificuldades respiratórias, com evolução variável conforme o caso. Não existe vacina ou tratamento específico licenciado até o momento, e o cuidado clínico é baseado em suporte adequado, o que reforça a importância da vigilância epidemiológica e da informação qualificada.
Anvisa emite alerta para uso de canetas emagrecedoras sem acompanhamento médico

Agência orienta médicos a suspender o uso diante de suspeita de pancreatite e reforça necessidade de acompanhamento e notificação de casos. Primeiro alerta global veio do Reino Unido, que registrou 19 mortes. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre o uso de canetas para o tratamento de obesidade e diabetes sem acompanhamento médico e para doenças que não estão aprovadas nas bulas dos medicamentos. O documento, divulgado nesta segunda-feira (9), cita o aumento de notificações de casos de pancreatite associados ao uso de medicamentos como Ozempic, Saxenda e Mounjaro. O Brasil tem seis casos de mortes por pancreatite sob investigação. Além disso, também são analisados mais de 200 casos de pessoas que tiveram problemas no pâncreas durante o uso dos medicamentos. O alerta da Anvisa inclui todos os medicamentos que contenham semaglutida, liraglutida, tirzepatida e dulaglutida. Isso abrange todas as canetas registradas no país. A pancreatite associada ao uso desses remédios ganhou atenção após um alerta do Reino Unido: no país, há 19 mortes associadas ao uso das canetas. Os casos são considerados incomuns e raros, mas foram graves, incluindo pancreatite necrosante e fatal, segundo a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA) do Reino Unido. Embora a pancreatite já esteja descrita como reação adversa na bula desses medicamentos no Brasil, a Anvisa afirma que houve um aumento recente de notificações e que as canetas devem ser usadas exclusivamente conforme as indicações aprovadas em bula e sempre com prescrição e acompanhamento de profissional habilitado. Entenda a pancreatite O que é a pancreatite? A pancreatite é uma inflamação do pâncreas, órgão que fica na região do abdômen e tem papel central na digestão e no controle do açúcar no sangue. É ele que produz enzimas que ajudam a digerir os alimentos e hormônios como a insulina, responsável por regular a glicose no organismo. Quando o pâncreas inflama, essas enzimas podem passar a “agredir” o próprio órgão, causando dor intensa, náuseas e alterações graves no funcionamento do corpo. Em quadros mais severos, a inflamação pode se espalhar, provocar falência de órgãos e levar à morte se não houver tratamento rápido. O que o alerta da Anvisa quer evitar? Atualmente, a maioria das canetas só é permitida para o tratamento da obesidade e diabetes. Há duas exceções que permitem outras indicações: a semaglutida (componente do Wegovy e Ozempic, por exemplo) para redução do risco de eventos cardiovasculares e o Mounjaro no tratamento da apineia. (Veja mais detalhes abaixo) 🔴Ou seja, qualquer indicação fora dessa lista de doenças é contraindicada pela agência. Isso acontece porque não há evidências suficientes de que possam ser usados em outros tipos de tratamentos, o que expõe os pacientes ao risco. No documento, a Anvisa alerta que o risco ao paciente pode ser ainda maior quando estes medicamentos são utilizados para emagrecimento rápido ou fins estéticos, sem indicação clínica. A agência também reforça que o tratamento deve ser interrompido imediatamente em caso de suspeita de pancreatite e não deve ser retomado se o diagnóstico for confirmado. O Brasil investiga seis mortes por pancreatite associadas ao uso de canetas emagrecedoras. Os casos são tidos como suspeitos e envolvem as principais marcas do mercado como Ozempic, Mounjaro, Saxenda. A Anvisa alerta que, apesar de conter o nome comercial na notificação, o caso pode envolver um produto falsificado. O levantamento da Anvisa, obtido em primeira mão pelo g1, aponta ainda mais de 200 casos de problemas no pâncreas. De acordo com o painel Vigimed, que reúne as notificações enviadas ao órgão, são: Os registros ainda são considerados suspeitos até a análise final, que pode levar meses ou mesmo anos. A agência e os especialistas alertam que, ainda que a notificação cite as canetas, não é possível afirmar que há uma relação com o uso de canetas. Isso porque os pacientes alvo do tratamento já têm risco aumentado para pancreatite. “A população precisa ser alertada. Esses remédios são importantes e salvam vidas, mas eles podem se tornar perigosos se usados por pessoas sem indicação ou de fontes duvidosas”, comenta Alexandre Hohl, diretor da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso). O que dizem as empresas A Novo Nordisk reforçou que há um aviso para efeitos sobre o pâncreas com uso de medicamentos da classe GLP-1 e que os pacientes devem ter acompanhamento médico. Existe uma advertência de classe para todas as terapias baseadas em incretina (ou seja, agonistas do receptor GLP-1, agonistas duais GIP/GLP-1 e inibidores de DPP-4) referente ao risco de pancreatite. Vários fatores de risco estão implicados no desenvolvimento de pancreatite, incluindo diabetes e obesidade. A pancreatite aguda está incluída como uma reação adversa a medicamentos (RAM) nas bulas de todos os produtos GLP-1 RA comercializados, incluindo Ozempic®, Rybelsus® e Wegovy®, Victoza® e Saxenda®. Os pacientes devem ser informados sobre os sintomas característicos e orientados a descontinuar o tratamento com semaglutida/liraglutida caso haja suspeita de pancreatite, e sugere-se ter cautela em pacientes com histórico de pancreatite prévia. A Elly Lilly disse que leva monitora os registros e informou que a inflamação no pâncreas é uma reação que há aviso no bula de seus medicamentos. A bula de Mounjaro (tirzepatida) adverte que a inflamação do pâncreas (pancreatite aguda) é uma reação adversa incomum e aconselha os pacientes a conversarem com seu médico para obter mais informações sobre os sintomas de pancreatite e informar o médico e interromper o tratamento em caso de suspeita de pancreatite durante o tratamento com Mounjaro.
Paraguai já reconheceu comércio de canetas emagrecedoras falsas na fronteira; entenda os riscos

Nos últimos anos, o comércio ilegal desses medicamentos se fortaleceu no Brasil e virou um problema de saúde pública. O Paraguai já admitiu o comércio ilegal de canetas emagrecedoras falsas na fronteira com o Brasil e divulgou um alerta para o tema que também tem causado preocupação em autoridades brasileiras. A Direção Nacional da Vigilância Sanitária do Paraguai (Dinavisa) manifestou preocupação com as falsificações de canetas para o tratamento de obesidade e diabetes. A entidade classificou a situação como um “grave risco para a saúde pública”. Essa manifestação da Dinavisa, equivalente à Anvisa no Paraguai, foi divulgada em 24 de dezembro passado. É o comunicado mais recente da entidade sobre o tema. Na segunda-feira (9/2), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre o uso de canetas sem acompanhamento médico e para doenças que não estão aprovadas nas bulas dos medicamentos. Entre esse uso sem acompanhamento médico estão os casos de remédios comprados de vendedores que trazem as canetas do Paraguai. O consumidor adquire a caneta a preços menores que os do Brasil sem precisar de qualquer prescrição médica ou acompanhamento especializado. Nos últimos anos, esse tipo de comércio ilegal se fortaleceu no Brasil e virou um problema de saúde pública. Os vendedores anunciam ilegalmente produtos adquiridos no Paraguai. Para driblar a fiscalização na fronteira, quem negocia as canetas tenta burlar o controle de todas as formas possíveis: no estofamento de carros e ônibus, escondidas em fundos falsos e até dentro de pneus. No comunicado emitido pela Dinavisa, a agência informou que identificou a comercialização não autorizada de canetas emagrecedoras na Ciudad del Este, zona que faz fronteira com o Brasil. Esses produtos, segundo a entidade, não possuíam registro sanitário, requisito fundamental para garantir a segurança e qualidade dos produtos. Foram encontradas inúmeras canetas falsificadas, identificadas com nomes dos produtos mais populares que dizem conter tirzepatida, como Mounjaro e Tirzapatide Injection. É justamente na fronteira que os vendedores abastecem o mercado ilegal de canetas emagrecedoras no Brasil, conforme mostrou o Fantástico no fim de janeiro. A Anvisa já se manifestou contra o uso de canetas vindas do Paraguai, por assegurar que não há registro sanitário válido no Brasil para garantir a segurança desses produtos. Ainda assim, o mercado segue em alta. Segundo a Dinavisa, os produtos ilegais não possuem registro sanitário vigente no Paraguai, “requisito indispensável para a importação, distribuição e comercialização legal no país”. A entidade paraguaia destaca que o uso desses produtos representa grave risco para a saúde pública, porque não é possível garantir a composição deles, a qualidade, a eficácia ou até mesmo a segurança aos pacientes. “Podem conter substâncias não declaradas ou em concentrações incorretas”, frisou o alerta sanitário. O seu uso, mencionou a entidade, pode gerar “graves efeitos adversos” e colocar em risco a vida do consumidor, já que a sua composição, origem e condição de fabricação são desconhecidos. A Dinavisa destacou que as canetas emagrecedoras só devem ser usadas por meio de prescrição e supervisão médica. “É expressamente proibida a venda de produtos falsificados, vencidos, não autorizados ou introduzidos ilegalmente”, disse o comunicado da entidade. “Se está usando algum desses produtos, suspenda o uso imediatamente”, orientou a Dinavisa, que recomendou que todo tipo de medicamento seja consumido com orientação médica. “Não adquira nem utilize produtos desse tipo que sejam vendidas pela internet, pelas redes sociais ou nos canais não autorizados”, mencionou o comunicado.
Como funciona a vacina contra a bronquiolite?

Ministério da Saúde iniciou a vacinação de gestantes a partir da 28ª semana. O imunizante ajuda prevenir casos de vírus respiratórios em recém-nascidos Sistema Único de Saúde (SUS) e é destinada a gestantes a partir da 28ª semana com o objetivo prevenir os casos de bronquiolite em recém-nascidos. O VSR é o principal responsável por 75% dos registros de bronquiolite em recém-nascidos e por aproximadamente 40% das ocorrências de pneumonia em crianças menores de dois anos. Até o momento, o Brasil registrou 43,1 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados pelo vírus. Proteção que começa na gestação A vacina contra a bronquiolite em grávidas funciona por meio da imunização passiva: a mãe produz anticorpos contra o vírus, que são transferidos ao bebê pelo cordão umbilical. Assim, a criança já nasce com uma proteção temporária, mas altamente eficaz, contra o VSR. A aplicação é indicada para uma fase específica da gravidez, geralmente no terceiro trimestre, quando a transferência de anticorpos da mãe para o bebê é mais eficiente. A vacina foi incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação da Gestante e deve ser aplicado a partir da 28ª semana de gestação, garantindo proteção aos bebês nos primeiros meses de vida. A meta é vacinar 80% do público-alvo. O Ministério da Saúde também prevê a compra de mais 4,2 milhões de doses até 2027. A eficácia da estratégia foi demonstrada em estudos clínicos, como o Estudo Matisse, que revelou eficácia de 81,8% na prevenção de doenças respiratórias graves causadas pelo VSR nos primeiros 90 dias de vida dos bebês. A incorporação da vacina contra o VSR no SUS representa um marco na saúde pública. Ao garantir a imunização gratuita para gestantes, o país avança na proteção da primeira infância e na equidade do cuidado. Com a chegada das doses às Unidades Básicas de Saúde (UBS), o Ministério orienta as equipes a verificarem e atualizarem a situação vacinal das gestantes, incluindo influenza e covid-19, uma vez que a vacina contra o VSR pode ser administrada simultaneamente a esses imunizantes. Ministério da Saúde
A Regulamentação da Profissão de Cuidador: Um Marco Aprovado em 2015

Como a decisão da Câmara dos Deputados transformou a atuação dos cuidadores no Brasil e estabeleceu critérios essenciais para a profissão. Em 2015, a Câmara dos Deputados aprovou, na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), a regulamentação da profissão de cuidador de idosos, crianças, portadores de doenças raras e de pessoas com necessidades especiais. (Conselho de Enfermagem RJ) O projeto original, PL 1385/2007 — do deputado Felipe Bornier (PSD-RJ) — regulava apenas a função de babá. (Conselho de Enfermagem RJ) No entanto, a relatora, deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), ampliou seu alcance para abarcar também cuidadores com atividades semelhantes de cuidado profissional a idosos, pessoas com deficiência ou doenças raras. (Conselho de Enfermagem RJ) De acordo com o texto aprovado, os cuidadores deveriam ter ao menos o ensino fundamental completo, curso de qualificação na área, idade mínima de 18 anos, além de atestados de bons antecedentes e aptidão física e mental. (Conselho de Enfermagem RJ) A proposição reforçava que essa regulamentação era urgente, especialmente diante do envelhecimento da população e da necessidade crescente de assistência qualificada. (Conselho de Enfermagem RJ) O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) saudou a iniciativa e enfatizou que o substitutivo respeitava as prerrogativas da enfermagem, principalmente no que se refere à administração de medicamentos, que só poderia ser feita por cuidadores de via oral e sob orientação de profissionais de saúde. (Conselho de Enfermagem RJ) Os cuidadores que já atuavam à época teriam um prazo de dois anos a partir da aprovação da lei para se adequarem às novas regras. (Conselho de Enfermagem RJ)

